30.4.13

25.4.13

TEASER CARAVANA RABEQUEIROS DE PERNAMBUCO

Confiram o teaser de circulação do projeto Caravana Rabequeiros de Pernambuco, com Cláudio Rabeca, Luiz Paixão, Renata Rosa e Maciel Salu.

Uma narrativa construída em belas imagens pela Colobar Multimeios



24.4.13

Caravana viabiliza aula-espetáculo sobre a Rabeca



A RABECA PERNAMBUCANA: Do Forró ao Cavalo Marinho é o tema da aula-espetáculo que será ministrada pelos participantes da Caravana Rabequeiros de Pernambuco, nas cidades pelas quais o projeto irá passar.




Além do Cavalo Marinho Pernambucano, a Rabeca é muito usada também nos Forrós. Historiadores relataram que antes da existência do Forró que conhecemos no formato atual, com Sanfona, Zabumba e Triângulo ~ formação tradicional criada por Luiz Gonzaga ~, os Forrós feitos no início do século 20 eram com instrumentos como a Rabeca, Pífano e o Fole de Oito Baixos.

Toda essa riqueza histórica e sonora fez com que o projeto Caravana Rabequeiros de Pernambuco, com Mestre Luiz Paixão, Cláudio Rabeca, Renata Rosa e Maciel Salu, incluísse em sua grade uma aula-espetáculo, com a necessidade de preservar culturalmente a Rabeca e trazendo toda a experiência desses rabequeiros em uma "Aula".


“A Rabeca é um instrumento que se diferencia da quase totalidade dos outros por uma característica fundamental: a ausência de padrões no seu processo de construção, no seu formato, tamanho, número de cordas e outros detalhes. Tais características garantem que cada instrumento tenha uma ‘personalidade’ uma voz própria.” (Gramani, 2002).


O público-alvo das aulas são músicos, pesquisadores, jovens e adultos interessados em cultura popular em geral. Mínimo de 15 pessoas por turma, e máximo referente à lotação do espaço. A carga horária é de 2 horas aula.

CONFIRA ABAIXO OS LOCAIS:



São Paulo
Dia 30
Casa do Núcleo (Rua Padre Cerdá, 25  - Alto dos Pinheiros, São Paulo)
16h às 18h
Informações: (11) 3815-9714


*

Florianópolis 
Dia 02
Centro de Artes - CEART, na Universidade do Estado de Santa Catarina (Av. Madre Benvenuta, 1907 - Itacorubi, Florianópolis)
14h30
Informações: (48) 9623-8730

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Porto Alegre
Dia 03
Sala 'O RETRATO', do Centro Cultural CEEE ( R. dos Andradas, 1223 - Centro, Porto Alegre)
14h
Informações: (51) 3024-2409 e 3019-5127

*

Curitiba
Dia 04
Casa Hoffman (Rua Doutor Claudino dos Santos, 58 / Setor Histórico - São Francisco, Curitiba) 14h às 16h
Informações: (41) 8806-4857

23.4.13

PROGRAMAÇÃO ETAPA NORDESTE

Confira abaixo a programação completa da etapa Nordeste da Caravana Rabequeiros de Pernambuco:

Natal
Dia: 15/05/2013
Local: Teatro Alberto Maranhão
Horário: 20h
Endereço: Praça Augusto Severo s/n - Ribeira - Natal


Fortaleza
Dia: 16/05/2013
Local: Centro Dragão do Mar - Anfiteatro
Horário: 20h
Endereço: R Dragão do Mar, 81 - Iracema - Fortaleza

João Pessoa
Dia 18/05/2013
Local: Sala Digital Vladimir Carvalho - Usina Cultural Energisa
Horário: 20h
Endereço: Av. Juarez Távora, 243 - Torre - João Pessoa

Recife
Dia 19/05/2013
Local: Teatro Santa Isabel
Horário: 19h
Endereço: Praça da República - Santo Antônio - Recife

22.4.13

PROGRAMAÇÃO ETAPA SUL/SUDESTE


Confira abaixo a programação completa da etapa Sul/Sudeste da Caravana Rabequeiros de Pernambuco:

São Paulo
Dia: 01/05/2013
Local: Sesc Belenzinho
Horário: 18h
Endereço: Rua Padre Adelino, nº 1000 - Belenzinho - São Paulo

Florianópolis
Dia: 02/05/2013
Local: Teatro Álvaro de Carvalho
Horário: 20h
Endereço: R. Mal. Guilherme, 26 - Centro, Florianópolis


Porto Alegre
Dia 03/05/2013
Local: Centro de Cultura Érico Veríssimo
Horário: 19h30
Endereço: R. dos Andradas, 1223 - Centro, Porto Alegre


Curitiba
Dia 04/05/2013
Local: Teatro Paiol
Horário: 20h
Endereço: Praça Guido Viaro, 0 - Prado Velho - Curitiba

19.4.13

Conheça Seu Luiz Paixão


O mestre popular é o agente da vida no repasse dos saberes e fazeres necessários à continuidade da nossa cultura. Dos canaviais pernambucanos, com destaque os da mata norte, brotam homens que transformam suas ásperas e difíceis vidas em poesia sonora, oral ou visual. Podemos assim, apresentar o Mestre Luiz Paixão como exemplo destes homens. 



Nascido no engenho Palmeira, em Aliança, neto, sobrinho e primo de ilustres rabequeiros, iniciou seu aprendizado aos 8 anos, tirando de um e de outro a rabeca escondido pra tocar. Ao mesmo tempo, começava sua vida de camponês. Esta proximidade promoveu uma convivência mais intensa com os mestres, também camponeses. Mas, foi seu avô Manoel Alves, que o ensinou as escalas e os movimentos.

Aos 13 anos iniciou sua trajetória musical e aos 15 assume a rabeca do banco de cavalo-marinho do lendário Mestre Batista, bem como o forró e o coco das noites de festa, nos engenhos da mata de Pernambuco e Paraíba.

Seu estilo único, vigoroso, sonoridade ímpar e cristalina, preenchida e executada com três dedos (uma acidente, ainda jovem, imobilizou seu dedo midinho esquerdo), graduou o Mestre Paixão, rapidamente, dos canaviais para um dos mais importantes rabequeiros do Brasil.

Mestrou para vários músicos locais e internacionais: Siba, Maciel Salu, Renata Rosa, Nicolas Krassic, entre outros.

Na sua trajetória, Seu Luiz já participou do Encontro da Rabeca, Violino e Orocongo no Sesc Ipiranga em São Paulo, em 1998, a convite de Antonio Nóbrega. Também à convite do Etnomusicologo da Columbia University (NY), Jonh Murphy, participou do Congresso de Etnomusicologia, na Florida, em fevereiro de 1999, representando a rabeca no Brasil.

A partir de então, vem tomando parte em inúmeros projetos: Musica do Brasil - Mapeamento musical da Editora Abril realizado em 1999 - onde representa a rabeca da tradição do cavalo marinho; Mapas Urbanos, ao lado de Siba - documentário da TV Cultura de São Paulo sobre Recife e Arredores, em 1999; Encontro dos Rabequeiros (promovido pelo CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil - em suas edições no Rio de Janeiro e em São Paulo), em 2002; além de transitar também pelo universo da música instrumental, com destaque para a sua colaboração junto ao violinista francês Nicolas Krassic, 2006.

De 2001 a 2007, Seu Luiz Paixão tornou-se um dos principais integrantes do grupo de Renata Rosa, cantora, compositora e rabequeira, formada pelas mãos do mestre. O primeiro cd deste projeto, Zunido da Mata, amplamente premiado internacionalmente (recebeu o prêmio Choc de l’anné da publicação Le Monde de la Musique, entre outros) e mais recentemente o seu trabalho solo Pimenta com Pitú tem lhe levado a importantes palcos e festivais internacionais.

18.4.13

Conheça Maciel Salú




Ousadia e criatividade são a marca do trabalho do músico, rabequeiro e compositor Maciel Salú, que
une de forma única as referências da cultura popular pernambucana à uma identidade contemporânea que obteve no contato com as expressões artísticas de outros povos.

Com 15 anos de carreira, Maciel Salú soma a sua trajetória artística o trabalho autoral com três discos gravados (A pisada é assim |2003, Na luz do carbureto |2007 e Mundo |2010), a carreira junto às orquestras Contemporânea de Olinda (disco homônimo | 2008 e Pra Ficar |2012) e Santa Massa (Contraditório |2002), além do Chão e Chinelo (Loa do Boi Meia-Noite |1999), banda que integrou de 1997 a 2001.

Desde o início de sua trajetória Maciel Salú tem percorrido o Brasil (Pixinguinha = Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Aracajú; Mercado Cultural da Bahia = Salvador e Boa Nova; além de São Paulo, Belo Horizonte, João Pessoa, Fortaleza); a Europa (Europalia |2011 = Bélgica e Holanda, além de Inglaterra, Portugal e França); África (Festival Mundial das Artes Negras |2010 = Senegal) e o continente Americano (Estados Unidos e Venezuela).

CARREIRA – O convívio em meio à cultura popular influenciou que Maciel iniciasse sua carreira como brincante junto ao seu pai, o Mestre Salustiano. Daí até começar a cantar nos palcos, levou pouco tempo. O primeiro grupo a integrar foi o Chão e Chinelo (1997-2001), de onde partiu pelo caminho do world music, e mergulhou pelo beats da música eletrônica junto à Orquestra Santa Massa com o DJ Dolores (2000-2004).

A partir de 2003 o artista iniciou carreira solo. Foi nessa fase que Maciel Salú teve um dos maiores reconhecimentos do seu trabalho: participou do festival Europalia (2011), com show na Bélgica e na Holanda; junto ao Maracatu Águia Formosa integrou a programação do Festival Mundial das Artes Negras (Senegal - 2010); representou o Brasil no II Encontro Sul-Americano das Culturas Populares (Venezuela - 2008); foi convidado a representar o som contemporâneo de Pernambuco nas comemorações do Ano do Brasil na França (2005); e foi selecionado em 2007 para participar da 30ª edição do Projeto Pixinguinha, realizado pela Funarte (Fundação Nacional de Artes), com
patrocínio da Petrobrás.

Atualmente, além de manter o trabalho solo, Maciel Salú participa da Orchestra Santa Massa, que acumula no currículo mais de 30 shows entre Europa e América do Norte, o reconhecimento da crítica através de um BBC Awards, um Prêmio Tim (melhor álbum), o Premio Multicultural Estadão, entre outros. O artista ainda integra a Orquestra Contemporânea de Olinda, uma das bandas que mais circulou pelo país nos últimos anos. Bastante elogiada pela crítica musical, a Orquestra também recebeu elogios do jornal The New York Times, na época em que fez turnê pelos Estados Unidos no
primeiro semestre de 2010.

17.4.13

Conheça Renata Rosa



Depois de conquistar respeito ao plantar sua semente com o disco de estréia Zunido da Mata - que recebeu o mais importante prêmio da crítica francesa - o Choc de L’année 2004 - Le Monde de la Musique - e de receber o Prêmio da Música Brasileira 2009 como melhor cantora regional por seu segundo disco Manto dos Sonhos, Renata Rosa está envolta em suas novas músicas, que em breve comporão seu terceiro cd Encantações.

Tendo vivido intensamente na mata norte de Pernambuco, impregnando-se de seu universo poético e musical, Renata Rosa aprendeu rabeca com o grande mestre Seu Luiz Paixão e a seu convite tomou parte no banco de cavalo-marinho Boi Brasileiro de 2000 à 2008. Também produziu o primeiro cd de Seu Luiz Paixão ‘Pimenta com Pitu’. Também o Baixo São Francisco e seu canto polifônico indígena tornou-se uma de suas principais escolas e fontes de inspiração. Seu entusiasmo abraça a música ao redor do globo, com um interesse especial para a música árabe e do leste europeu, dialoga com o jazz, a música clásica, criando sempre um ótimo pretexto para criar e recriar.

Todas essas vivências são o pretexto para uma inovação musical moderna, em que o canto ocupa um lugar de destaque e a rabeca também toma o lugar de uma segunda voz.

Renata Rosa atuoucomo a protagonista Maria Safira da minissérie A Pedra do Reino (TV Globo) de Luiz Fernando Carvalho; à convite do Museu do Louvrerealizou a criação musicalparajóiasdacinematografia Mundial do século XX, quetevesuaestréiaao vivo no Grande Auditório do Louvre;comEdu Lobo e Arthur Nestrowski (OSESP) criouo concerto de aberturada Flip 2010;dirigiu e atuounacelebradacriação de polifoniasvocais Lo Cor de la Rosa, com o grupo Lo cor de la Plana, parao AnodaFrança no Brasil,entreoutrasfaçanhas.

Com mais de 180 shows realizados na Europa ao longo de oito anos de turnês em festivais e teatros, criações para o Museu do Louvre e para o Theatre de La Ville, Renata Rosa vem azeitando seus shows, sua banda e criando um público fiel.

Renata Rosa, com sua voz clara e sinuosa, seu instrumento por excelência, ocupa lugar entre as mais belas vozes da música mundial.

16.4.13

Conheça Cláudio Rabeca



Cláudio Rabeca é um potiguar radicado em Recife, Brasil, cresceu vivenciando de perto os costumes musicais da tradição sertaneja do Rio Grande do Norte, como o forró Pé-de-Serra, e encontrou na cultura pernambucana a essência para desenvolver seus trabalhos musicais e artísticos.Desde 2002, canta e toca percussão no Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife e desde 2004 é rabequeiro do Cavalo Marinho Estrela de Ouro de Mestre Biu Alexandre da cidade de Condado (PE). Cantor, compositor e rabequeiro do grupo Quarteto Olinda desde 2004, Cláudio Rabeca é um artista que vem se destacando no cenário da música pernambucana.

Em 2009 gravou seu primeiro CD solo, disco intitulado “Luz do Baião”, com canções autorais que evidenciam o instrumento que adotou em seu sobrenome artístico. “Luz do Baião” tem forte influência do gênero forró das décadas de 1950 e 1960.

Dentro da Música Instrumental participou de duas edições do Projeto DUOS, onde tocou com o Gaitista Brasiliense Pablo Fagundes e o Violeiro Cacai Nunes.

Em 2011 produziu o CD duplo “Rabequeiros de Pernambuco”, onde reuniu 24 rabequeiros num importante registro para a cultura deste instrumento.

Em 2012, realizou uma circulação nacional do seu Show Luz do Baião, com músicas do disco, Choros, Maracatus e muito baião. A turnê passou pelas cidades de Pirenópolis, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Ribeirão Preto, com convidados especiais em cada cidade, foram eles respectivamente: Cacai Nunes, Pereira da Viola, Nicolas Krassik e Ivan Vilela. ´

Em julho deste ano realizou sua primeira turnê pelos Estados Unidos, com a Banda Quarteto Olinda, tocaram em Nova Yorque, Washington, Baltimore, Lowell, entre outras cidades. Em Agosto tocou com Renata Rosa no 5° Festival de Rabecas de Bom Jesus no Piauí, também voltou aos Estados Unidos para dar aulas de Rabeca na Califónia, dentro do Projeto Valley of the Moon, do Violinista Escocês Alasdair Fraser. Ainda em 2012, fez uma turnê com o Quarteto Olinda pela Europa, passando por Lisboa, Genebra, Roma, Paris, Amsterdam, entre outras.

Para 2013 prepara uma Circulação Nacional chamada "Caravana Rabequeiros de Pernambuco", que passará pelas cidades de Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife, Cláudio fará show juntamente com os Rabequeiros(a) Maciel Salu, Luiz Paixão e Renata Rosa.

15.4.13

Caravana Rabequeiros de Pernambuco itinera em turnê nacional

Quatro dos mais ativos solistas da rabeca do País reúnem-se pela primeira vez e apresentam o espetáculo Caravana Rabequeiros de Pernambuco numa turnê nacional. No palco, Cláudio Rabeca, Maciel Salu, Renata Rosa e Mestre Luiz Paixão mostram a rabeca como protagonista de uma imersão sonora à cultura popular nordestina. O repertório, intercalado entre pontuações instrumentais e canções, traz um pouco das músicas dos quatro artistas e algumas surpresas conjuntas. No mês de maio, São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife receberão o encontro.



Marcante entre diversas gerações, a rabeca se desvela no show do tradicional som de Mestre Luiz Paixão ao ouvido “forasteiro” de Renata Rosa, entre solos, duetos ou com os quatro em cena ao mesmo tempo. O repertório, intercalado entre pontuações instrumentais e canções, traz um pouco das músicas dos quatro artistas e algumas surpresas conjuntas. Na turnê, os rabequeiros são acompanhados na percussão por Gilú Amaral (Orquestra Contemporânea de Olinda) e Guga Amorim (Quarteto Olinda) e nas cordas por Rodrigo Samico (Saracotia) e Hugo Linns, que assina também a direção musical do espetáculo.

A ideia do projeto, patrocinado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), do Governo de Pernambuco, através do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), partiu de Cláudio Rabeca, realizador do disco Rabequeiros de Pernambuco, que compilou em 2011 o registro sonoro de 24 instrumentistas do Estado. A turnê Caravana Rabequeiros de Pernambuco, surge como continuidade para preservação e difusão da rabeca, neste contexto unida pelo talento dos quatro representantes de trabalhos consistentes, com discos gravados e ótima aceitação de crítica e público.